O mercado que quase veio a baixo
Foi no Mercado Central que eu, então com dez anos de idade, vi pela
primeira vez um pêssego. Minha surpresa foi tão grande que perguntei
ao feirante o que era “aquilo” e ganhei de presente duas frutas. Até então,
eu, um menino completamente urbano, apenas tinha visto o pêssego em
caldas, embalado nas latinhas e sem o caroço. Isso foi em 1978.
primeira vez um pêssego. Minha surpresa foi tão grande que perguntei
ao feirante o que era “aquilo” e ganhei de presente duas frutas. Até então,
eu, um menino completamente urbano, apenas tinha visto o pêssego em
caldas, embalado nas latinhas e sem o caroço. Isso foi em 1978.
Também passei vários sábados com meu pai, mas principalmente
com alguns dos meus irmãos mais velhos, indo ao mercado para comer a
famosa carne com cebola — aqui vai a confissão de que eu nunca comia
a cebola, apenas a carne —, nos “botecos” que ficam na entrada ou saída
do mercado e onde se formam filas para experimentar a “iguaria”.