Monday, January 22, 2007

O mercado que quase veio a baixo

Foi no Mercado Central que eu, então com dez anos de idade, vi pela
primeira vez um pêssego. Minha surpresa foi tão grande que perguntei
ao feirante o que era “aquilo” e ganhei de presente duas frutas. Até então,
eu, um menino completamente urbano, apenas tinha visto o pêssego em
caldas, embalado nas latinhas e sem o caroço. Isso foi em 1978.

Também passei vários sábados com meu pai, mas principalmente
com alguns dos meus irmãos mais velhos, indo ao mercado para comer a
famosa carne com cebola — aqui vai a confissão de que eu nunca comia
a cebola, apenas a carne —, nos “botecos” que ficam na entrada ou saída
do mercado e onde se formam filas para experimentar a “iguaria”.

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Thursday, January 18, 2007

Il viaggio di un discendente italiano

Guglielmo Ferrari desembarcou no Porto de Santos, em 1897, no
mesmo ano da inauguração de Belo Horizonte. Na época ele ainda não
sabia. Seu destino estaria diretamente ligado à cidade. Mais de um século
depois, são muitos os seus descendentes na capital mineira. De Fabbrico,
onde nasceu em 1869, na região de Reggio Emilia, norte da Itália, ele fez
um caminho árduo naqueles dias do século 19 até o planalto central
mineiro na cidade de Paracatu. Após a segunda década do século 20, seus
filhos — entre eles, meu pai, Orlando Ferrrari — migraram para Beagá.

Por quase uma década, motivado pela busca das origens da família,
procurei os documentos de meu avô. Pesquisei com familiares (existiam
apenas dois documentos incompletos de referência, as certidões de casa-
mento e óbito), advogados, cartórios e dezenas de sites na internet. A
constatação mais comum desse período é um sem número de desinfor-
mações e de oportunistas, seja na vida real ou na “world wide web”.

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