Friday, March 20, 2009

A incrível história do blog que virou livro

“Só em Beagá” foi um blog. Durante dois anos foram publicados aqui mais de 100 textos com histórias sobre a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Desde dezembro de 2008, o trabalho virou o livro homônimo, com a publicação dos principais textos. Agora, o livro reúne algumas das principais histórias que os mineiros conhecem há décadas sobre as particularidades da cidade. 

O livro traz temas como o Capeta do Vilarinho, a Loira do Bonfim, as Torres Gêmeas de Santa Tereza, o mercado central, o Minascentro, a Praça da Liberdade, os rios canalizados sobre as avenidas urbanas, o viaduto da Almas, entre outras. Aqui, neste endereço eletrônico, você encontra trechos dos textos e parte da cobertura da imprensa mineira sobre o livro. Em Belo Horizonte, o livro está venda nas principais livrarias da região sul da cidade. Quem não está na capital mineira, pode entrar em contato com a editora Medialuna.

Posted by Eduardo Ferrari at 20:19:39 | Permalink | Comments Off

Thursday, March 19, 2009

Só em Beagá na TV Minas

Posted by Eduardo Ferrari at 02:48:01 | Permalink | Comments Off

Wednesday, March 18, 2009

Reportagem sobre o livro na TV PUC Minas

Posted by Eduardo Ferrari at 02:53:06 | Permalink | Comments Off

Sunday, December 7, 2008

Blog ganha as páginas da literatura para contar histórias da capital

Reportagem do Portal Uai sobre o livro “Só em Beagá” (Publicada em 07/12/08)

Dos posts na internet para as páginas da literatura. Este foi o caminho que o jornalista Eduardo Ferrari acabou traçando quando decidiu contar (e criticar) histórias e peculariedades de Belo Horizonte. A despretensiosa idéia de ter um blog acabou culminando no lançamento do livro “Só em Beagá”, realizado nessa quinta-feira em um shopping na região Centro-Sul da cidade. O duplo sentido do título expressa bem o que o autor se propõe a realizar na obra: uma visão bastante pessoal de alguém que, por ter morado em outros países e estados brasileiros, consegue perceber com mais sensibilidade algumas características que tornam a cidade única.

A obra – que leva o mesmo nome do blog – promete ao leitor em sua capa histórias, crônicas e “reportagens”. Segundo Ferrari, o livro realmente tem a intenção de ser jornalístico, uma vez que não teria sentido reunir e catalogar histórias antigas e famosas da capital, como a ‘Loira do Bonfim’ e o ‘Capeta do Vilarinho’, sem uma apuração rigorosa, baseada em técnicas de jornalismo e que revelasse o que a população tem a dizer sobre as lendas. “Lógico que os textos ganham formas de crônica e que as fontes não aparecem, mas para contar qualquer coisa da cidade é fundamental ouvir as pessoas, para entender o que está por trás das histórias”, pontuou.

Durante o lançamento, Ferrari explicou porque considera Belo Horizonte uma cidade injustiçada e aproveitou para esclarecer algumas das críticas que faz no livro: “Eu digo que BH é injustiçada, inclusive pelos moradores, porque existem pessoas que ainda a consideram como uma ‘aldeia iluminada’ e esquecem estamos em uma metrópole. Minhas críticas podem incomodar, mas auto-crítica é fundamental e é isso que eu quero: fazer que enxerguem a cidade por um outro ângulo”.

Jovens - Ao transportar as crônicas da internet para o livro, Ferrari manteve características presentes em seu blog, como textos mais curtos e linguagem simples. Para o autor, a descrição mais leve aliada a versões diferentes das já tradicionais histórias de Minas são um ótimo atrativo para o público jovem. “Sem dúvida que o livro vai atrair os jovens. Guardadas as devidas proporções, o que proponho é um resgate das crônicas no jornalismo mineiro, que estão perdidas desde Roberto Drumond”, contou.

Posted by Eduardo Ferrari at 17:00:00 | Permalink | Comments Off

Saturday, December 6, 2008

Jornalista Eduardo Ferrari lança suas crônicas sob um olhar bem particular

O jornalista Eduardo Ferrari lançou, no dia 04 de dezembro, seu primeiro livro: “Só em Beagá”. O evento aconteceu na Livraria Leitura, do Pátio Savassi, em Belo Horizonte. Co-editado pela Medialuna Comunicação e Editora e Mondana Editorial, o “Só em Beagá” era um blog que virou livro. Durante dois anos o jornalista editou mais de 100 textos sobre fatos, passagens e curiosidades da capital mineira, a quarta cidade do Brasil.

O jornalista Eduardo Ferrari costuma dizer que Belo Horizonte, sua terra natal, é uma cidade injustiçada. Pela mídia, pelos colunistas, pelos forasteiros, até pelos moradores. Depois de ter passado temporadas em outras cidades do país e do exterior, ele garante que a capital mineira tem peculiaridades que não são encontradas em nenhum outro lugar e emprestam à cidade, a primeira a ser “inventada” em prancheta no Brasil, um charme único.

Das defesas e críticas inflamadas do jornalista nasceram as crônicas desse livro. No “Só em Beagá”, o jornalista descreve o que ocorre apenas nesta cidade e em nenhuma outra. E, às vezes, do sentimento de estar só em BH, com uma opinião que ninguém mais parece compartilhar. Ao ler o livro é possível descobrir uma Belo Horizonte onde vive o único exemplar de gorila da América do Sul; onde está a maior feira de artesanato em espaço aberto da América Latina, onde “atleticanos com cruzeirenses” não são sinônimos de brigas e sim um endereço pacato na periferia ou versões criativas para as famosas lendas urbanas da Loira do Bonfim e o Capeta do Vilarinho.

Posted by Eduardo Ferrari at 21:47:29 | Permalink | Comments Off

Saturday, August 23, 2008

A SEGUIR, TRECHOS DE ALGUNS DOS PRINCIPAIS TEXTOS PUBLICADOS! LEIA A ÍNTEGRA NO LIVRO MAIS PERTO DE VOCÊ!

Posted by Eduardo Ferrari at 06:30:00 | Permalink | No Comments »

Ordem e progresso na terra do sol

Ao longo da existência de Belo Horizonte, a campanha de constru-
ção da civilização foi, como escreveu Euclides da Cunha, um refluxo para
o passado. Há 110 anos, o Brasil tentava encerrar o modelo imperial. Uma
nova cidade incrustada nas montanhas de Minas era um sinal desses tem-
pos. Entretanto, na tentativa de romper com o passado, seus construtores
perpetuavam um jeito de ver o mundo como os nobres o viram durante
séculos.

Para tirar o poder de Ouro Preto, dos coronéis e das famílias abas-
tadas, quase todas ainda ligadas à monarquia, uma nova capital foi plane-
jada. Um dos seus lemas era a higienização, com largas avenidas, praças e
amplas sedes para o poder público — que ainda podem ser vistas no en-
torno da Praça da Liberdade. Um só caminho levava a todos os pontos da
cidade; a Avenida 17 de dezembro (hoje, Do Contorno), dia originalmente
escolhido para a inauguração da Capital de Minas, mas que teve sua data
alterada em cinco dias devido o medo de protestos de grupos da antiga
Vila Rica. Se eles vieram, chegaram com a cidade inaugurada.

Posted by Eduardo Ferrari at 06:00:00 | Permalink | Comments Off

Friday, February 1, 2008

Meu amigo itabirano

Como mineiro é uma heresia, quase um pecado, o que vou dizer:
nunca gostei de Carlos Drummond de Andrade. Ou, pelo menos, ele
nunca esteve entre os meus preferidos. Vinicius de Morais sempre me
tocou mais com suas poesias do que o autor itabirano. É claro que não
discuto a importância e a qualidade do poeta mineiro. Ele, assim como
Euclides da Cunha e Machado de Assis, é um ícone da literatura brasileira.
Mesmo que os gaúchos prefiram Mário Quintana, os pernambucanos es-
colham Manuel Bandeira, os paulistas não abram mão de Mário de An-
drade e o próprio Vinícius seja a escolha óbvia dos cariocas, Drummond
ganha na preferência nacional.

Minha má vontade para com o poeta aumentou depois que vivi al-
guns anos de martírio em sua terra natal. Por causa do trabalho, caí no
meio de uma mina de minério de ferro, a segunda personalidade mais
famosa de Itabira, e o fato é que não fui muito bem recebido por aquelas
bandas, principalmente, pelos nativos do lugar. Porque talvez eu tenha me
portado como um estrangeiro em terras distantes ou por causa do meu ar
arrogante e cosmopolita de quem vinha da cidade grande para ensinar
novas lições. Então passei grandes apuros nas mãos dos itabiranos e não
pude deixar de pensar em Drummond como produto daquele lugar.

Posted by Eduardo Ferrari at 04:00:00 | Permalink | Comments Off

Wednesday, November 21, 2007

Os velhos moinhos de Dom Quixote

A imprensa mineira não é levada a sério fora do limites do Estado.
Por imprensa mineira defino aquela que não está ligada aos veículos na-
cionais e que têm suas sucursais e correspondentes. Desde que acharam
o corpo do Ulisses Guimarães, do namoro de uma mineira com Mike
Tyson em destaque no mais tradicional jornal de Minas até o mais com-
pleto silêncio em relação às críticas contra o governo de Aécio Neves,
Minas Gerais é motivo de piada na imprensa nacional.

Quando o helicóptero de Ulisses Guimarães caiu no mar em 12 de
outubro de 1992, o jornal Estado de Minas foi o único veículo de imprensa
do país que fechou seu caderno de domingo às 19 horas com a manchete
“Achado o corpo de Ulisses Guimarães”. Às 20 horas, do mesmo dia,
todos os telejornais corrigiam a informação de que o corpo era o do pi-
loto. Tarde demais. O jornal já estava na gráfica e estampou no dia
seguinte um dos maiores erros do jornalismo brasileiro (que no jargão
dos repórteres é chamado de “barriga”). De nada adiantou no dia seguinte,
o jornal tentar colocar a culpa da informação fake na falecida agência JB.
Alguns meses depois, o distraído departamento de publicidade da publi-
cação mineira ainda exibia uma campanha para novos assinantes onde a
capa com a manchete fatídica era um dos destaques dos outdoors de di-
vulgação.

Posted by Eduardo Ferrari at 04:00:00 | Permalink | Comments Off

Wednesday, April 4, 2007

As gêmeas esquecidas de Santa Tereza

Em 1995, duas pequenas construtoras mineiras tentaram ser grande
e falharam. A tentativa atingiu um dos bairros mais tradicionais de Belo
Horizonte. Na região leste da cidade, o bairro Santa Tereza, escrito assim
mesmo com Z (diferentemente do homônimo famoso do Rio de Janeiro),
foi uma região boêmia, de efervescência cultural durante duas décadas
desde os anos 70 e formado por uma paisagem de casas típicas mineiras
(algumas delas como na época colonial com suas eiras, beiras e esmeiras),
propriedades de importantes famílias locais.

Foi no bairro, por exemplo, que Milton Nascimento, Tavinho Moura,
Beto Guedes e Fernando Brant formaram os primeiros acordes do “Clube
da Esquina”. Também está por lá, a mais tradicional espagueteria da
cidade, chamada pelo sugestivo nome de “Bolão” e destino de quem, sem-
pre às madrugadas, quer comer algo antes ou depois de suas noitadas —
hoje conhecidas pelos mais jovens como “baladas”.

Posted by Eduardo Ferrari at 04:00:00 | Permalink | Comments Off