Saturday, December 12, 2009

Para gostar de ler sobre Belo Horizonte

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O livro “Só em Beagá - Histórias, Crônicas e Reportagens sobre o olhar de uma cidade” é a principal obra mineira sobre as peculiaridades da capital mineira dos últimos dez anos. Nos textos estão uma visão crítica da “Cidade de Minas”, assim chamada à época de sua inauguração ainda no século XIX, e de alguns dos fatos mais marcantes de sua história, como lendas urbanas, visão política e do contidiano local.

A obra continua à venda nas principais livrarias da zona sul da capital mineira, mas também está a procura de leitores junto àqueles que não podem pagar por um exemplar. A editora Medialuna reservou uma parte da tiragem do exemplar para distribuição gratuita às escolas e professores que se interessarem.

Para receber lotes dos exemplares basta entrar em contato com o autor (eduardoferrari@hotmail.com). As doações são feitas diretamente às escolas ou professores em lotes de dez exemplares novos. Se os professores preferirem podem solicitar um exemplar para conhecerem a obra. Entre em contato e ajude aos estudantes a gostarem de ler e conhecer mais sobre Belo Horizonte.

Posted by Eduardo Ferrari in 22:00:33 | Permalink | No Comments »

Friday, March 20, 2009

A incrível história do blog que virou livro

“Só em Beagá” foi um blog. Durante dois anos foram publicados aqui mais de 100 textos com histórias sobre a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Desde dezembro de 2008, o trabalho virou o livro homônimo, com a publicação dos principais textos. Agora, o livro reúne algumas das principais histórias que os mineiros conhecem há décadas sobre as particularidades da cidade. 

O livro traz temas como o Capeta do Vilarinho, a Loira do Bonfim, as Torres Gêmeas de Santa Tereza, o mercado central, o Minascentro, a Praça da Liberdade, os rios canalizados sobre as avenidas urbanas, o viaduto da Almas, entre outras. Aqui, neste endereço eletrônico, você encontra trechos dos textos e parte da cobertura da imprensa mineira sobre o livro. Em Belo Horizonte, o livro está venda nas principais livrarias da região sul da cidade. Quem não está na capital mineira, pode entrar em contato com a editora Medialuna.

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Thursday, March 19, 2009

Só em Beagá na TV Minas

Posted by Eduardo Ferrari in 02:48:01 | Permalink | Comments Off

Wednesday, March 18, 2009

Reportagem sobre o livro na TV PUC Minas

Posted by Eduardo Ferrari in 02:53:06 | Permalink | Comments Off

Sunday, December 7, 2008

Blog ganha as páginas da literatura para contar histórias da capital

Reportagem do Portal Uai sobre o livro “Só em Beagá” (Publicada em 07/12/08)

Dos posts na internet para as páginas da literatura. Este foi o caminho que o jornalista Eduardo Ferrari acabou traçando quando decidiu contar (e criticar) histórias e peculariedades de Belo Horizonte. A despretensiosa idéia de ter um blog acabou culminando no lançamento do livro “Só em Beagá”, realizado nessa quinta-feira em um shopping na região Centro-Sul da cidade. O duplo sentido do título expressa bem o que o autor se propõe a realizar na obra: uma visão bastante pessoal de alguém que, por ter morado em outros países e estados brasileiros, consegue perceber com mais sensibilidade algumas características que tornam a cidade única.

A obra – que leva o mesmo nome do blog – promete ao leitor em sua capa histórias, crônicas e “reportagens”. Segundo Ferrari, o livro realmente tem a intenção de ser jornalístico, uma vez que não teria sentido reunir e catalogar histórias antigas e famosas da capital, como a ‘Loira do Bonfim’ e o ‘Capeta do Vilarinho’, sem uma apuração rigorosa, baseada em técnicas de jornalismo e que revelasse o que a população tem a dizer sobre as lendas. “Lógico que os textos ganham formas de crônica e que as fontes não aparecem, mas para contar qualquer coisa da cidade é fundamental ouvir as pessoas, para entender o que está por trás das histórias”, pontuou.

Durante o lançamento, Ferrari explicou porque considera Belo Horizonte uma cidade injustiçada e aproveitou para esclarecer algumas das críticas que faz no livro: “Eu digo que BH é injustiçada, inclusive pelos moradores, porque existem pessoas que ainda a consideram como uma ‘aldeia iluminada’ e esquecem estamos em uma metrópole. Minhas críticas podem incomodar, mas auto-crítica é fundamental e é isso que eu quero: fazer que enxerguem a cidade por um outro ângulo”.

Jovens - Ao transportar as crônicas da internet para o livro, Ferrari manteve características presentes em seu blog, como textos mais curtos e linguagem simples. Para o autor, a descrição mais leve aliada a versões diferentes das já tradicionais histórias de Minas são um ótimo atrativo para o público jovem. “Sem dúvida que o livro vai atrair os jovens. Guardadas as devidas proporções, o que proponho é um resgate das crônicas no jornalismo mineiro, que estão perdidas desde Roberto Drumond”, contou.

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Saturday, December 6, 2008

Jornalista Eduardo Ferrari lança suas crônicas sob um olhar bem particular

O jornalista Eduardo Ferrari lançou, no dia 04 de dezembro, seu primeiro livro: “Só em Beagá”. O evento aconteceu na Livraria Leitura, do Pátio Savassi, em Belo Horizonte. Co-editado pela Medialuna Comunicação e Editora e Mondana Editorial, o “Só em Beagá” era um blog que virou livro. Durante dois anos o jornalista editou mais de 100 textos sobre fatos, passagens e curiosidades da capital mineira, a quarta cidade do Brasil.

O jornalista Eduardo Ferrari costuma dizer que Belo Horizonte, sua terra natal, é uma cidade injustiçada. Pela mídia, pelos colunistas, pelos forasteiros, até pelos moradores. Depois de ter passado temporadas em outras cidades do país e do exterior, ele garante que a capital mineira tem peculiaridades que não são encontradas em nenhum outro lugar e emprestam à cidade, a primeira a ser “inventada” em prancheta no Brasil, um charme único.

Das defesas e críticas inflamadas do jornalista nasceram as crônicas desse livro. No “Só em Beagá”, o jornalista descreve o que ocorre apenas nesta cidade e em nenhuma outra. E, às vezes, do sentimento de estar só em BH, com uma opinião que ninguém mais parece compartilhar. Ao ler o livro é possível descobrir uma Belo Horizonte onde vive o único exemplar de gorila da América do Sul; onde está a maior feira de artesanato em espaço aberto da América Latina, onde “atleticanos com cruzeirenses” não são sinônimos de brigas e sim um endereço pacato na periferia ou versões criativas para as famosas lendas urbanas da Loira do Bonfim e o Capeta do Vilarinho.

Posted by Eduardo Ferrari in 21:47:29 | Permalink | Comments Off

Friday, December 5, 2008

“Interlocutores”, mais um livro do autor

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Cada vez mais as organizações compreendem a importância do relacionamento com a imprensa. Mas, muitas não sabem como estabelecer e manter essas relações. Inspirado em algumas dessas realidades, e em diversos manuais corporativos de assessoria de imprensa, o jornalista Eduardo Ferrari escreveu e está lançando o livro “Interlocutores – desafios e oportunidades na relação com a imprensa”, onde disponibiliza algumas ferramentas para dar suporte aos empresários nesse contexto.

O livro, “Interlocutores – Desafios e oportunidades na relação com a imprensa” de Eduardo Ferrari, publicado pela Medialuna Editora, foi lançado em novembro de 2009 no Espaço Cultural Terraço Leitura. A obra é a segunda do autor, que lançou “Só em Beagá”, em 2008. Acesse a revista eletrônica sobre o livro e saiba mais: http://interlocutores.wordpress.com.

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Saturday, August 23, 2008

Confira alguns trechos de “Só em Beagá”


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Ordem e progresso na terra do sol

Ao longo da existência de Belo Horizonte, a campanha de constru-
ção da civilização foi, como escreveu Euclides da Cunha, um refluxo para
o passado. Há 110 anos, o Brasil tentava encerrar o modelo imperial. Uma
nova cidade incrustada nas montanhas de Minas era um sinal desses tem-
pos. Entretanto, na tentativa de romper com o passado, seus construtores
perpetuavam um jeito de ver o mundo como os nobres o viram durante
séculos.

Para tirar o poder de Ouro Preto, dos coronéis e das famílias abas-
tadas, quase todas ainda ligadas à monarquia, uma nova capital foi plane-
jada. Um dos seus lemas era a higienização, com largas avenidas, praças e
amplas sedes para o poder público — que ainda podem ser vistas no en-
torno da Praça da Liberdade. Um só caminho levava a todos os pontos da
cidade; a Avenida 17 de dezembro (hoje, Do Contorno), dia originalmente
escolhido para a inauguração da Capital de Minas, mas que teve sua data
alterada em cinco dias devido o medo de protestos de grupos da antiga
Vila Rica. Se eles vieram, chegaram com a cidade inaugurada.

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Friday, February 1, 2008

Meu amigo itabirano

Como mineiro é uma heresia, quase um pecado, o que vou dizer:
nunca gostei de Carlos Drummond de Andrade. Ou, pelo menos, ele
nunca esteve entre os meus preferidos. Vinicius de Morais sempre me
tocou mais com suas poesias do que o autor itabirano. É claro que não
discuto a importância e a qualidade do poeta mineiro. Ele, assim como
Euclides da Cunha e Machado de Assis, é um ícone da literatura brasileira.
Mesmo que os gaúchos prefiram Mário Quintana, os pernambucanos es-
colham Manuel Bandeira, os paulistas não abram mão de Mário de An-
drade e o próprio Vinícius seja a escolha óbvia dos cariocas, Drummond
ganha na preferência nacional.

Minha má vontade para com o poeta aumentou depois que vivi al-
guns anos de martírio em sua terra natal. Por causa do trabalho, caí no
meio de uma mina de minério de ferro, a segunda personalidade mais
famosa de Itabira, e o fato é que não fui muito bem recebido por aquelas
bandas, principalmente, pelos nativos do lugar. Porque talvez eu tenha me
portado como um estrangeiro em terras distantes ou por causa do meu ar
arrogante e cosmopolita de quem vinha da cidade grande para ensinar
novas lições. Então passei grandes apuros nas mãos dos itabiranos e não
pude deixar de pensar em Drummond como produto daquele lugar.

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