Era uma vez um doutor de BH
Eu conheci o prefeito Célio de Castro. Entre os anos de 1997 e 1998 fui um de seus assessores de comunicação no gabinete da Prefeitura de Belo Horizonte. O doutor BH, alcunha que recebeu em Minas, foi o único político que encontrei digno de admiração. Não que fosse perfeito, mas era realmente bem intencionado em suas ações.
Mesmo prefeito, reservava suas manhãs de segunda-feira ao atendimento médico em seu consultório. Na quase totalidade das vezes a pacientes que não poderiam pagar por um consulta com a sua grife. Do tempo em que Célio de Castro ainda não imaginava que seria político, minha mãe me contava a história de que ao levar um de meus irmãos para ser atendido por ele ganhara os remédios gratuitamente, o que na década de 60 era uma prática pouco usual na maioria dos médicos.









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